Capítulo 6 – Novo Dia
21:35:00 | Author: Anônimo

- Tudo o que quero saber Jude, é onde o seu amigo obteve essas pistas – Carter falava com a garota a caminho de sua casa.

- John, o Carter quer saber onde você encontrou essas fotos – Jude arremessou as palavras sem nenhuma discrição.

- É uma história longa – Jonathan parou e começou a falar – Acho que vocês já ouviram falar do "Gazeta do NovoDia", era um jornal antigo, e sem muito sucesso, fundado em Ubi, uma cidade vizinha a Arbor, no ano de 1932 – o detetive fez uma pausa.

"Naquela época os outros jornais só publicavam artigos políticos, policiais, essas coisas, o gazeta não, suas notícias falavam sobre tudo o que um detetive gosta mistérios, crimes sem explicação e muito mais. Todas as investigações do Gazeta procuravam uma solução coerente, mas em 1989 ele foi a falência e teve de ser vendido. Quando a senhorita Judith me falou desse mistério eu me lembrei que eu já tinha ouvido falar dessa cidade, só não me lembrava de onde, o fato é que um galpão abandonado foi usado como lixo para os artigos que o gazeta não pôde lançar, eu fui nesse galpão revirei os arquivos e encontrei essas pistas. Não foi nada fácil tinha centenas de arquivos no galpão mas o que eu encontrei foi só isso, imagens com algumas dedicatórias, nada mais a fundo."

Os quatro se voltaram ao seu destino, ainda processando aquelas informações.

- Se esse jornal ainda existisse seria fácil encontrar mais informações – Disse Félix.

- Claro deve ter algum documento mais preciso – concluiu Jude.

- Jonathan você sabe a data que esse artigo ia ser publicado? – Perguntou Carter.

- Não havia nada sobre Arbor, além do que eu trouxe – lamentou Jonathan.

Os garotos não falaram nada durante o resto do percurso, com certeza estavam tentando achar alguma explicação para aquelas intrigantes fotos, que fez tudo parecer mais fácil e mais difícil, pois eles tinham um início mas não sabiam manipulá-lo, as idéias pareciam estar em uma espécie de caixa confusa e estava sendo difícil resgatá-las. Chegando à casa todos se sentaram no imenso sofá que havia na sala, por alguns instantes ninguém falou, até que Jude resolver falar primeiro:

- E ai, vamos mesmo ficar aqui sentados enquanto uma cidade fica sem história – Ela já estava a caminho da escadaria – Vamos pesquisar sobre essa tal gazeta sei lá das quantas!

- Como assim? A gente não devia pesquisar sobre as pistas, isso não faz sentido – Dizia Félix enquanto subia as escadas com Carter e Jonathan.

- Claro que faz sentido, eu entendi o que você quer fazer, Jude – dizia Carter – você quer conseguir o artigo que o Gazeta do novo dia iria lançar sobre Arbor.

- Isso! – Félix começava a entender – Mas como vamos conseguir esse arquivo se o próprio Jonathan não conseguiu?

- Realmente não faz sentido – disse Jonathan, todos já estavam no quarto da garota – eu vasculhei o galpão inteiro, cada arquivo, cada pasta, cada futuro arquivo, cada detalhe eu mesmo fiz isso Senhorita e posso dizer sem sombra de dúvidas que sobre Arbor, lá só havia isso – Jonathan apontou para as pistas.

- Se havia arquivos, sobre Arbor nesse galpão algum artigo ia ser publicado – concluiu Carter.

- Você está dizendo que eu não soube procurar direito – Falava um Jonathan indignado.

- Não! – Carter rebateu – o que eu quero dizer é que esses arquivos podem estar em qualquer lugar e não necessariamente nesse galpão.

- Então em que lugar – Questionou Félix.

- É justamente isso que temos que saber – Começou Jude – e para isso nós vamos precisar saber quem fundou o Gazeta do novo dia, e se ele ainda está vivo.

- E se não estiver vamos em busca de algum familiar seu que esteja – Concluiu Félix

- Improvável de mais – filosofou Jonathan.

- O que é improvável? – Perguntou Félix

- Ótu NovoDia já morreu há anos – começou Jonathan – e mesmo que vocês encontrem algum parente dele como vamos chegar até essa pessoa?

- Isso não é problema – Disse Carter – minha mãe chega na próxima semana ela é guia turística e pode conseguir uma viagem para qualquer canto do mundo que a gente queira – Carter quase fez um "há há há" no final dessa frase.

- Devia ser menos pessimista Jonathan – Disse Jude – principalmente por que você que é um detetive.

Jonathan não respondeu, mas os seus traços naquele momento diziam a hipótese era como um guardanapo: totalmente descartável. Jude agora estava ligando o seu notebook, ele era tão rápido que em dois minutos a garota já estava havia acessado o Google:

"Gazeta do Novodia"

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Resultados 1 - 10 de aproximadamente 3.000 para "Gazeta do Novo dia" (0,27 segundos)


 

- Ótimo! Informação não falta – Jude já havia clicado em uma enciclopédia digital – Aqui apontou a garota com o dedo mindinho – e começou a ler.

Gazeta do NovoDia:     Antigo jornal que tinha como público alvo, delegados, detetives e entre outros. Seus pouco conhecidos artigos não faziam muito sucesso entre as pessoas que buscavam se atualizar com notícias do dia-a-dia, o Gazeta do novo dia publicava manchetes sobre misteriosos crimes, enigmas, que as não se encontrava explicações.

O Criador:    Ótu NovoDia, viveu de 1912 – 1995, morreu pouco após a falência de sua empresa, deixando um pequena fortuna avaliada em torno de três milhões de reais, para seus filhos Margaret NovoDia e Antônio NovoDia. Não se sabe muito sobre ele, apenas que foi um grande detetive, hoje em dia seus filhos são donos da renomada empresa de cosméticos: Epiderme.

- Margaret e Antônio NovoDia – Carter estava pensando alto – Jonathan você tem certeza que não conhece eles?

- Claro que não! – Disse Jonathan – Pensei que o velho Ótu tinha morrido deixando dividas e não uma pequena fortuna.

- Você pode conseguir a ficha desses dois? – Félix fez uma pergunta que já se esperava.

- Posso – Disse Jonathan.

Antes que ele dissesse mais alguma coisa Jude falou:

- Ótimo! Carter, fale logo com a sua mãe, acho que nós três vamos nos ausentar por alguns dias.

Capitulo 5 – Prováveis pistas.
20:47:00 | Author: AnaaBiia

Para Félix era bom ter os amigos de volta. Para eles também, afinal sempre foram amigos e amigos sempre ficam juntos. Depois da turbulenta reconciliação Félix avisou aos amigos que não seria possível a ida pra o shopping logo depois da aula. Sua mãe havia lhe dito que ele precisava arrumar o quarto que estava um desastre total. Ficou combinado, então, que Félix e Carter passariam na casa de Jude de tarde e de lá iriam para o shopping todos juntos.

Lá pelas quatro da tarde os garotos desceram a comprida rua em que moravam e foram em direção a casa de Jude que fica no fim da longa descida e onde se encontrariam para ir ao shopping discutir os assuntos do trabalho. Quando chegaram à casa da amiga se surpreenderam, pois a amiga não estava lá.

- Ela saiu já faz tempo – uma das empregadas lhes dissera.

- Mas não disse para onde ia. – Carter perguntou intrigado, para onde ela poderia ter ido?

- Não, só disse que se dois garotos, um alto e com o cabelo emaranhado e outro com uma mochila nas costas, exatamente como vocês aparecessem dissesse a eles que ela já havia ido.

- Anh? – Carter perguntou confuso com a explicação que se embaralhava em sua cabeça.

- Ela já foi cara - Félix disse

Logo depois os dois garotos seguiram seu caminho em direção ao shopping. Depois de alguns minutos estavam em frente a um dos mais modernos edifícios da cidade. O Prédio fora projetado para ser o mais futurista possível. As janelas eram todas de vidro, o prédio inteiro era praticamente todo de vidro e metal deixando o ambiente confortavelmente frio. Os garotos subiram até o terceiro andar onde ficavam as lojas de comida e onde habitualmente era o ponto de encontro. Não demoraram muito para encontrar Jude o estranho era que ela estava com Ann e Robert e se não estivesse acompanhada, segurando vela.

- Oi – falaram Félix e Carter em uníssono

- Oi – Jude respondeu em um tom... Um tom de quem esconde algo.

- Oi Félix, Carter – Ann disse animadamente abraçando os garotos.

- Oi, caras – Robert os cumprimentou.

- Por que não nos esperou Jude? – Félix perguntou de supetão

- Anh... Tinha que fazer umas coisas – Ela respondeu olhando para os lados com precaução.

- Procurando algo ou seria alguém? – Carter perguntou curioso deixando a amiga envergonhada, mas não tão envergonhada quanto furiosa.

- Não é da sua conta – rebateu ela fechando os punhos.

- Vocês não vão brigar de novo, né gente. – Félix falou tentando apartar uma possível briga.

- Não – Jude e Carter falaram ao mesmo tempo.

- Que bom ainda temos muito que fazer – ele disse olhando diretamente para os dois

- Sim, sim vamos – Jude falou apresando os amigos enquanto eles despediam-se de Ann e Robert. Estava óbvio que a garota escondia alguma coisa.

Eles saíram da praça de alimentação do shopping rapidamente.

O problema de se viver em uma cidade pequena é que todo mundo conhecia todo mundo e se alguma fofoca surgia em questão de minutos a noticia se espalhava. Foi exatamente o que aconteceu naquela tarde. Enquanto caminhavam pelo shopping discutindo como começariam as investigações para o trabalho de historia os celulares de todos começaram a bipar indicando nova mensagem era como uma daquelas correntes enviadas por e-mail. Uma pessoa via algo enviava uma mensagem pra amiga que enviava para outra amiga e assim a corrente ia se formando. Naquela tarde não foi diferente alguém vira algo interessante e decidiu divulgar para toda a cidade, na mensagem apenas uma palavra: Forasteiro. O que na língua das garotas queria dizer: Garoto lindo e super-fofo vindo de fora da cidade. Ao ver a mensagem Jude não se importou muito, na verdade pareceu um pouco preocupada o que deixou os garotos intrigados afinal o que ela estaria escondendo?

- Nossa. Isso sim é diferente – Carter disse ao ler a pequena palavra em seu celular.

- Com certeza, agora sim as coisa vão ficar melhores – Félix disse ironizando a situação e dando gargalhadas.

- E você Jude o que acha – Carter perguntou um pouco intrigado com o silêncio da amiga.

- Nada. O que deveria achar? – Ela respondeu em um tom amargo.

- Tudo bem, ninguém perguntou – Carter riu levantando as mãos em sinal de inocência.

Então uma coisa esquisita aconteceu um garoto desconhecido, provavelmente o forasteiro, apareceu por trás dos garotos e cumprimentou Jude com um beijo... um beijo no rosto mas que se observado de outro ângulo aparentaria na boca, o beijo a pegou de surpresa o que a fez virar a socar a barriga do individuo .

- Milady me desculpe era só uma brincadeira – O forasteiro falava gaguejando por causa da dor.

- Ah Jonathan é você... Pensei que voltaria mais tarde. – Jude disse fuzilado o garoto com os olhos.

- Sim, mas precisava falar com a senhora. – Ele disse ainda apalpando a barriga dolorida.

- John já disse para parar de me chamar de senhora, não sou sua mãe. – ela disse olhando para Carter e Félix que pareciam perplexos. Aos olhos deles, garotos, aquele forasteiro era realmente bonito e estava falando com Jude, mas por quê?

- Mi... Judith eu encontrei algumas coisas que talvez a interesse. É sobre a cidade. – Ele disse retirando do bolso um grande envelope marrom.

- Sério! Me mostra – Carter exclamava ansioso. – Meu Deus como você foi rápido.

- Realmente, o pai do Carter nunca achou nada e você já tem pistas. Hum... Falando nisso quem é você? – Félix falava sem nem mesmo respirar.

- Detetive Jonathan Burg, à seu serviço Mi lorde. – Jonathan apresentou-se fazendo uma suave referencia, quem o via pensava que era de outra época.

- Ahh... Mas então o que você encontrou? – Félix perguntou também curioso.

- Bem andei fuçando os arquivos de Arbor os mais antigos na verdade e bem encontrei algumas fotos nada demais, mas acho que já é um começo. – Ele disse entregando o envelope a Jude.

- Tudo é importante – Jude completou e abriu o envelope dentro dele apenas três fotos uma mostrava uma cidade pouco desenvolvida e que se assemelhava a Arbor. Atrás da pequena imagem, escrito em uma caligrafia fina e organizada estava uma mensagem que dizia:


Para a mais bonita das mulheres uma pequena amostra de seu futuro lar.

Terrence Price

Arbor, 1879, Centro.

A outra foto mostrava o projeto de uma cidade que hoje seria considerada atrasada, mas para a época deveria ser muito moderna. Era um projeto simples, mas promissor os garotos foram até capazes de identificar o píer no mapa. Como na anterior a foto continha um pequeno manuscrito, mas esse dizia simplesmente:

Projeto para o futuro.

Arbor

15 de maio de 1857

E a terceira imagem mostrava um homem muito bem vestido, roupas antigas, atrás dele uma paisagem um tanto quanto rural, uma paisagem semelhante aos bosques da reserva florestal de Arbor diferente das outras essa não continha nenhum texto apenas uma data. 1860.

- Hã... – Félix indagava confuso - Todas essa fotos são de Arbor?

- Sim. – John respondeu.

- Mas como? Parece a cidade, mas... Não sei parecem tão diferentes.

- É verdade, se essas fotos são mesmo da cidade temos que investigar. – Carter dizia ansioso – Ei nessa foto a palavra Arbor é uma assinatura ou o nome do projeto?

- Não sei – John respondeu confuso.

- Temos que descobrir, e aí Carter o que você tem?

- Algumas senhas. Temos mesmo é que descobrir as informações do arquivo, mas... – Ele parou apreensivo.

- Mas... – Félix repetiu

- Mas é que tem que ser feito na sua casa Jude – ele arremessou para a garota, mas essa respondeu com um simples "tudo bem".

Os garotos ficaram chocados nunca esperariam uma atitude assim da amiga até mesmo John ficou boquiaberto.

- Então vamos né – Jude disse chamando os garotos para a porta.

Assim os garotos seguiram em direção a casa de Jude para iniciar mais uma busca cansativa por pistas, mal sabiam eles que essa sim valeria à pena.